domingo, 25 de setembro de 2011
domingo, 11 de setembro de 2011
Recife: duas décadas antes
Meu coração andou por Recife, no período de 1ª 7 de setembro 2011, para participar de dois eventos o I Colóquio de Professores, Pesquisadores e Estudantes de Educomunicação e do XXXIV Congresso Intercom .
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| Fonte: http://alineberto1.blogspot.com |
A primeira vez que fui a Recife já não sei dizer em que ano foi, mas com certeza foi na década de 80. Eu trabalhava no SERPRO em Belém. O presidente da empresa, estava fazendo reunião em todas as regionais, mas não sei porque, resolveu não vir mais ao Norte e pediu que a assessora de Comunicação da 2ª. URO fosse ao Nordeste. Foi uma viagem vapt-vupt.
Lembro que cheguei no inicio da tarde e fui para uma pousada no bairro Casa Amarela. Depois de descontar o sono atrasado da madrugada fui à procura de um salão e sofri nas mãos de um cabeleireiro tentando escovar meus cabelos não relaxados.
No dia seguinte passei o dia em reunião no SERPRO, em companhia da Márcia Aciolly que era a assessora da 4ª. URO . As demais lembranças são vagas:
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Foto: Pedro Valadares. Fonte: Flick |
Não lembro porque mudei da pousada para um hotel em Olinda, onde já cheguei a noite. Nem se fui mesmo comer tapioca na praça que alguém (quem, meu Deus?) convidou. Mas lembro que no dia seguinte ao descer para o café da manhã, vi o mar pela janela do hotel.
Também lembro que esqueci na pousada um vestido, que eu comprara especialmente para a viagem. Telefonei para lá, mas disseram que o vestido não fora encontrado. Que raiva me deu!
Em Recife eu não conhecia ninguém, tinha um contato com o Professor Paulo Ponce de Leon Filho, médico veterinário e poeta recifense, com quem eu trocava correspondência, desde que ele me escrevera, em razão de uma reportagem minha que saiu na Revista Tema, publicada pelo Serpro, da qual eu era correspondente. Telefonei mas não consegui marcar uma visita.
Só viajaria à noite, sai do hotel e fui para o aeroporto onde deixei a mala no malex e, acreditando na recomendação, que para se conhecer uma cidade deve-se visitar uma feira e,ou andar de ônibus; peguei um coletivo. Minha meta era ver o mar.
Numa época em que não existia notebook, nem google maps, eu não tinha a mínima ideia de que estava muito mais perto do mar do que imaginava. O ônibus rodou pela cidade, entre aquele paredão de concreto de centenas de edifícios. Eu tinha a esperança de que uma hora o ônibus passaria na beira-mar e eu daria o sinal para parar. Mas agora sei que até hoje, nenhum coletivo passa na beira mar!
Fui parar no centro da cidade. Mal desci e comecei a caminhar por uma rua estreita, três pivetes vieram em minha direção e num sotaque típico da cidade um falou apontando o canivete que tinha na mão: - me dê a bolsa se não lhe furo!
Fiei-me nas minhas longas pernas e corri, entrei num pequeno comércio, relatei o acontecido ao homem no balcão, ele me recomendou ir embora, dizendo ser mesmo perigoso. Era um pouco mais de 4 horas da tarde. Pequei um táxi e voltei para o aeroporto sem ter visto o mar.
Mais de 20 anos depois, de volta a Recife , mas essa é outra história. Recife duas décadas antes depois! Aguarde!
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Volei: nos tempos da brilhantina
No dia 18 de agosto de 2011, jogando pela equipe da Embrapa de Rondônia, ganhei pela quinta vez a medalha de campeã de voleibol. Verdade seja dita nunca fui uma grande atleta, mas sempre uma atleta grande, meus 1,80m de altura assustam as adversárias. Verdade também que eu já fui pior, mas o tempo me fez melhor, inclusive no volei.
Participar do V EmbrapaNorte , significou a oportunidade de viver uma semana de muitas emoções na minha Macapá, principalmente por jogar ao lado da minha filha e poder contar com a torcida da minha grande família e amigos, desde minha mãe Beatriz à primeira sobrinha-neta Ana Luiza; e a amiga Luz Marina e sua filha Vitória.
No terceiro dia do evento, quando estávamos nas atividades de lazer na beira-rio, uma moça me abordou: - tu trabalhas em Rondônia, mas tu és daqui, não és? Quando confirmei, ela mandou a pergunta cuja resposta, nos trouxe um mundo de lembranças: - tu não jogavas voleibol?
Sim, no final dos anos 70 eu joguei pelo Amapá Clube e pela Seleção Amapaense de Voleibol. A moça, que agora eu sei se chama Fátima Guedes, a Popoca, exultou: - eu tinha certeza de que te conhecia, jogamos bola juntas! E apontando para a amiga ao lado, disse: - tu não te lembras da Nilda? Ela também jogou bola contigo.
Mesmo tendo colocado Caprichoso & Garantido (meus derniers neurônios amazônicos) pra dançar a toada do sacode a memória, não lembro de ter jogado com elas. Mas bastou a Nilda Neves falar, que me veio à memória a menina danada que ela era, quando fomos contemporâneas de voleibol, provavelmente adversárias.
O papo que se seguiu, foi um revival de viagens, de nomes e até a posição das demais companheiras de time na quadra. De três delas eu lembrava bem, da Glaúcia Lemos, com quem eu saía em diagonal na entrada de rede; e das irmãs Marituba: Louise Rosiane, que era a levantadora e Lívia, a Tetoca. Desta não lembro das feições da época, só lembro que ela era brigona, não deixava de reclamar e só ela estava certa! De outras eu lembrava as feições, mas não o nome.
Dois dias depois, Nilda me convidou para ir ao bar Vitruviano, e me fez a surpresa de levar a minha levantadora favorita, agora conhecida como a Rose, do Studio Rose. Nilda nos reapresentou, pois, passados mais de 30 anos, não reconheci em seu rosto nenhum traço daquela Rosiane da juventude. Ela não está só diferente, está mais bonita, o tempo também lhe fez melhor.
Fiquei muito feliz com o reencontro, sobretudo porque ela foi muito afetuosa, como se 30 anos não tivessem se passado! Mesmo com o barulho do ambiente de bar, conversamos, ela também não lembrava quem era a outra atacante do nosso time e também não tem nenhuma foto daquela época.
(espaço reservado para a foto com a Rose , que a Nilda ficou de me enviar!)
(espaço reservado para a foto com a Rose , que a Nilda ficou de me enviar!)
No dia seguinte, jantando com Maribel Smith e Alcilene Cavalcante, juntamos mais alguns retalhos de nossas memórias, sobre quem era quem no voleibol amapaense ( e no basquetebol, que a Alcilene jogou) nos anos 70/80. Mas persistiam alguns vácuos em nossas memórias. Faltam as fotos para ajudar a lembrar. O desafio está lançado: quem tem uma foto da seleção de voleibol amapaense do final dos anos 70?
No ano de 1978, quando viajamos para Aracaju-SE para disputar o Norte-Nordeste de Volei, nossa técnica foi a Marly Gibson que, cruel, não nos deixou sequer molhar os pés no mar (enquanto o Haroldo Nina da Costa, treinador dos rapazes os levou para a praia). No ginásio de esportes, um rapaz que fazia parte da delegação de Rondônia (RO) colou em nós, as meninas do Amapá. Lembro que caminhamos na companhia dele pelas ruas de Aracaju. Naquela época trocamos endereço para correspondência e ele me enviou um cartão postal de Porto Velho. Eu nem imaginava que muitos anos depois aquela seria a minha terceira cidade de moradia.
Hoje, ao lembrar disso, resolvi abrir o baú da minha coleção de postais e lá encontrei o postal que Augusto César, o rapaz de RO me enviara. Embora sem data, o verso do cartão registra o que já estava apagado da minha memória: o nome das companheiras da seleção amapaense. Em letra redonda ele escreveu:
“... fala para a Gláucia, Rosianne, Rosemary, Ildece, Emilia, Josiane e Dalva que eu ainda não vou poder mandar uns postais para elas...”.
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| Porto Velho em postal dos anos 70 |
Pronto Fátima, Rose, Alcilene e Bel ai estão os nomes que poderão ajudar a relembrar. Da Josiane e Dalva eu lembro bem, esta última era minha vizinha e melhor amiga. A Ildece é aquele que só lembramos que era popozuda (risos), da Rosemary não lembro mesmo e a Emília, seria a Lateral? Só perguntando para nosso técnico, o Prof. Alaour, será que ele ainda lembra?
domingo, 24 de julho de 2011
Um mergulho Entre Rios: foi show!
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| Zezinho, Patricia, Augusto, Bado , juntos com Mata Cria |
Em seguida Cantando pro Mar , Cruviana, Eu sou caboca e, momento divino, em duo com Dante Ozzetti ( voz e violão) cantaram duas músicas: uma que não se ouve sem ficar com vontade de abraçar ( Alguém Total - Dante Ozzetti e Luiz Tatit) e outra, que nos deixa com vontade de beijar Demônio de Batom (Dante Ozzetti e Joãozinho Gomes); ambas com o auxilio luxuoso de um sax (Bibi Tauá), percussão de Paulo Bastos na caixa de marabaixo e contrabaixo de Esquerdinha.
Em seguida Patrícia chamou a turma do Amazônia em Canto : o BADO saudou la unidade latino-americana, e chamou Augusto Silveira, ( que não cantou Bazar Amazônico ) e chamou o Zezinho Maranhão. O Silveira veio e voltou, cantou Testamento em memória de Amy , e chamou Patricia para completar a festa dos beraderos do Rio Madeira, que cantaram juntos : Mata Cria. Tudo isso com a participação do Bira na percussão, Rose na flauta , Alex Almeida nos teclados e Junior Lopes na bateria.
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| Zezinho Maranhão |
Na saída me dividir entre papear com o Zezinho Maranhão ( Oficialmente ele ainda não lançou o CD E Agora Zezinho? mas já está nas lojas) e ajudar a @ednasamaira a tietar o Dante Ozzetti e com ele conversei sobre o meu trabalho com música amazônica na educomunicação científica e ambiental .
Com minha peculiar tagarelice fui ao camarim, conversei com o Paulinho Bastos e me apresentei à Patricia dizendo: Eu sou caboca! Tucuju. Conversei, ganhei CD autografado por ela e Dante. E assim foi a noite, “Entre Rios” mergulhei na música que me lava a alma e me deixa leve e muito mais feliz!
Com minha peculiar tagarelice fui ao camarim, conversei com o Paulinho Bastos e me apresentei à Patricia dizendo: Eu sou caboca! Tucuju. Conversei, ganhei CD autografado por ela e Dante. E assim foi a noite, “Entre Rios” mergulhei na música que me lava a alma e me deixa leve e muito mais feliz!
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| Tietando Patricia Bastos e Dante Ozzetti, obrigada pelo lindo show! |
Tem mais fotos do show No Flickr
Em tempo: na próxima quinta-feira tem mais Som do Norte: Bado e Sérgio Souto ,no 5a. Cultural do Banco da Amazônia, no Teatro Banzeiros.
Em tempo: na próxima quinta-feira tem mais Som do Norte: Bado e Sérgio Souto ,no 5a. Cultural do Banco da Amazônia, no Teatro Banzeiros.
terça-feira, 19 de julho de 2011
Minha história com a Nestlê
* Texto escrito originalmente em julho de 2001, para participar de um concurso cultural da Nestlê.
Nasci no meio do mundo, em Macapá, na latitude Zero da Linha do Equador. Este é o começo da minha história de vida, que já dura mais de 40 anos. Não é fácil saber qual é a nossa primeira recordação, mas penso que ela está ligada a uma grande emoção, seja ela boa ou não.
Nasci no meio do mundo, em Macapá, na latitude Zero da Linha do Equador. Este é o começo da minha história de vida, que já dura mais de 40 anos. Não é fácil saber qual é a nossa primeira recordação, mas penso que ela está ligada a uma grande emoção, seja ela boa ou não.
Uma delas é a lembrança de meu pai juntando latas de leite Ninho , para reproduzir uma foto que já vira em um calendário: um bebê deitado diante de uma pirâmide de latas de leite. Mas lembro também dos momentos de dificuldades financeiras, fato comum nas famílias pobres (ou remediada , com dizia minha a vizinha se reconhecendo muito mais pobre) e numerosas como a minha.
| Minha irmã Rilda |
Atualizando: Nos dias de hoje, com tantos aditivos ( fortificantes) o leite Ninho não tem mais o mesmo sabor da infância, mas comer banana amassada com o garfo, adicionada uma generosa quantidade de leite em pó, ainda é a minha sobremesa preferida.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Vale a pena ler de novo (?)
Texto postado há exatos 3 anos, na Edicula Habitável
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| Bia e amiga Naty e eu lendo meu livro, enquanto espero |
Fui no dia 02/07 ao show da dupla Victor & Léo. Eu nunca antes tinha ido a um show de uma dupla new sertaneja. Pelo menos não assim deliberadamente, no ano passado fui vender cachorro-quente numa promoção da minha turma da Faculdade no show de uma dupla, que até hoje tenho dúvidas se era Edson & Hudson, ou Batatinha & Cebolinha.
Se eu desafiar a minha memória, talvez seja capaz de enumerar os shows que eu já fui em toda a minha vida. Desde Rita Pavone, na mais tenra infância à Alcione, o mais recente show que fui deliberadamente, há no mínimo três anos, não devem passar de 3 dezenas.
A primeira vez que vi/ouvi a dupla Victor & Leo, não foi cantando, mas sendo entrevistados no Programa do Jô, e eu gostei da história de vida deles, engraçados, ri muito. Em dezembro do ano passado quando entrei numa loja de discos, estava sendo exibido o DVD deles, a música me atraiu, na hora decidi me dar o DVD de presente de Natal;
Há uns 4 meses, quando anunciaram que eles fariam show em PVH, sem muita convicção, falei que iria, embora me questionasse: eu não vou de camarote, não vou querer ficar na histeria coletiva no meio do povão. Ficar vendo de longe? Não seria melhor estar comodamente deitada na minha rede, os vendo no DVD???
Se eu não for, como saber? Fui. O show estava marcado para as 20hs com término às 23h (expresso no ingresso). E só começou a meia-noite e terminou 1h depois. Ou seja, exploda-se se haviam muitos idosos e crianças, esperando desde antes das 20hs.
Enfrentamos (eu e minha filha) uma fila enorme para entrar. Enquanto esperava o show começar, fiquei sentada no balcão de uma das barracas que seria de venda de alimentos/bebidas, mas que não estava sendo utilizada, e li quase todo o livro "Música seus usos e recursos", que trata do poder da música e o papel que ela já tem e que pode vir a desempenhar na vida de todos.
Por vezes tirava o olho do livro para observar o entorno: havia muita gente feia e mal-vestida. Um casal com um bebê no colo, o que leva umas criaturas a levar um bebê para um lugar desses?
Ao meu lado um casal, resolveu passar o tempo de espera comendo, foram três cachorros-quentes e muitos refrigerantes. Com medo de perder o lugar, não arredei pé do balcão, sem falar que os preços eram aviltantes: R$ 10 pelo estacionamento, R$ 3,00 por uma garrafinha de água mineral.
Do outro lado, outro casal, a mulher sentou e ele ficou em pé. Ofereci espaço para sentar-se, fazendo menção de recolher a bolsa e os sapatos que eu propositadamente espalhara do meu lado pra ocupar o lugar. O homem agradeceu dizendo que estar ali era castigo, e como tal deveria ficar em pé para o castigo ser maior. Ele que a toda hora consultava um aparelho eletrônico, que não sei se era um celular ultra-potente ou se uma TV portátil, mas no qual ele verificava quantas andava o jogo do Fluminense x LDU.
As 22:30 h, um show de forró cheio de coreografias começou num salão ao lado, uma zona de sons vindo do palco e do outro ambiente. De longe eu só pensava: - se esse show começou agora significa que o outro não começa tão cedo. Os boatos que corriam era que a dupla estava fazendo show no município de Ariquemes.
Finalmente o show começou , cansada e chateada com a falta de respeito ( nenhum pedido de desculpas pelo atraso), não me empolguei, não me emocionei. E o pior de tudo foi na saída, ver uma moça, se estrebuchando jogada no gramado, não sei se era um ataque epilético, ou uma overdose, sei que a cena foi terrível, uma amiga desesperada chorava, algumas pessoas tentando ajudar, muitas apenas curiosando, nenhuma ambulância ( não deveria ser obrigatória num evento desses que levou certamente mais de mil pessoas para o local?) e um tumulto danado na saída, que até para socorrer a pobre moça num carro comum estava difícil.
Moral da história: está por nascer a dupla new-sertaneja, que me faça sair da minha casa para ir assisti a um show.
sábado, 28 de maio de 2011
Nascidos em berço de ouro
A condição de proprietário de terra e o acesso a bens de consumo foram reconhecidos pelos colonos como as grandes mudanças operadas em suas vidas. Tratava-se de avaliar o seu sucesso, muito além da simples sobrevivência biológica. Essa percepção foi reforçada quando os entrevistados manifestam a vontade de poder mostrar aos filhos, as condições que viviam antes de migrar, comparada as condições a eles oferecida:
“ Quando a gente chegou aqui não tinha uma caminha para dormir. Foi muito bom mas também muito difícil . Eu não tinha 30 anos ainda tinha muita esperança, os trensinho que a gente conseguiu, era na picada, não conseguia trazer aqui pra dentro. A gente forrava em cima das talas de coqueiro , com as minhas colchas e lençol. Deus abençoou que , a gente veio em janeiro, em julho já tinha milho, então a gente fazia aquele colchão de palha. Parece um sonho a vida da gente, Deus abençoou que a gente conseguiu tudo. Parece um sonho, porque do jeito que a gente teve aquela escuridão, hoje a gente tem todo o conforto dentro de casa. Eu falo para as minhas filhas: a gente foi criado assim no sitio dos outros, trabalhando à meia, e hoje a gente tem o que é da gente, tudo confortável, máquina de lavar, fogão à gás, tudo no jeito. Tudo o conforto que a gente tem, eu falo para elas que elas foram criadas em ‘berço de ouro’ ” . ( Depoimento do Sra. M. S. , 58 anos, Lh. 44)
O preço do conforto foi, muitas vezes, pago com prejuízos à saúde. Vencida a malária, da qual não se ouve mais falar, os males advém da labuta trabalhando a terra, “a agricultura é boa, mas acaba com a saúde da gente, não existe rim, não existe coluna, para quem trabalha no sol, mas se a pessoa não sofrer, não possui as coisas”. Para uma mulher a solução é simples: “ao invés de gastar dinheiro com sem-terra, o Governo devia aposentar as mulheres que já sofreram tanto, mais cedo. Depois dos 50 anos é só gasto com remédio, essa tal de menopausa”.
(Extrato da minha monografia de Mestrado em Extensão Rural, versão completa pode ser baixada aqui: no site da UFViçosa )
Munhoz descobre a internet
Carta do Mestre – Postada em Macapá em 13/abril/2004 – retirada na Cx. Postal 715 em 03/mai/04.
Macapá ,12 de abril de 2004.
Prezada Vânia:
Sexta-feira da Paixão, na casa de dona Leila Ghammachi , minha amiga há 44 anos (ninguém mais culta do que ela, lendo em português, francês, italiano, espanhol e árabe), falando em você e no presente que me deu, na internet, na mesma hora Gisele foi ao computador e ficamos nos deliciando com a sua generosidade.
Uma falha que depois comprovo com um recorte de jornal da época: quem por primeiro me chamou de “Cidadão do mundo” não foi o Alcy Araújo, mas o Haroldo Franco, meu ex-aluno (claro que há exagero, mas como escreveu Carlos Bezerra, também ex-aluno, a meu respeito “amigos podem se dar ao luxo de exagerar quando falam bem de quem merece”).
Houve um equívoco... na disposição dos versos do poema do Alcy ... (ok já corrigi)
... é um poema muito bonito, com um término magistral: “Pisar em mim ,/ só se eu virar jardim.”
Vou ver se encontro o poema que foi escrito, para mim, pelo poeta português Manuel Correia Marques, também meu grande amigo e já falecido.
Quanto a você passar 15 dias ser ir aos Correios, merece uma ex-comunhão, no mínimo. ;-)
Concordo: sempre que possa, não deixe de ver os seus. A família é tudo. Falei com seu pai na catedral nova, na missa de São José, no dia 19 de março, em que morria em São Paulo dona Gioconda Rizzo, com 107 anos.
Vou mandar as cartas e cartões para o Edwaldo e também da nossa Lindanor Celina (não conheço as “Crônicas Intemporais”) . O nome completo da Niná de tão grandes lembranças é Barreto (não Ribeiro como escrevi) Nakanishi.
Gostaria de ler o jornal eletrônico do Correa Neto.
E como foi sua Semana Santa? Foi santa de verdade? Foi à Igreja? Rezou? A Vigília de Páscoa é uma das cerimônias mais belas da liturgia católica, em que se comemora a ressurreição de Cristo. Receba meu abraço pascal e escreva.
Antônio Munhoz Lopes
Junto a esta os anexos: cópia das cartas de 31/março e 07/abr dirigidas ao amigo Tito Dominguez. Recortes de jornais diversos.
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| O Prof. Munhoz, em foto com Alcinea Cavalcante, no Poesia na Boca da noite |
Macapá ,12 de abril de 2004.
Prezada Vânia:
Sexta-feira da Paixão, na casa de dona Leila Ghammachi , minha amiga há 44 anos (ninguém mais culta do que ela, lendo em português, francês, italiano, espanhol e árabe), falando em você e no presente que me deu, na internet, na mesma hora Gisele foi ao computador e ficamos nos deliciando com a sua generosidade.
Uma falha que depois comprovo com um recorte de jornal da época: quem por primeiro me chamou de “Cidadão do mundo” não foi o Alcy Araújo, mas o Haroldo Franco, meu ex-aluno (claro que há exagero, mas como escreveu Carlos Bezerra, também ex-aluno, a meu respeito “amigos podem se dar ao luxo de exagerar quando falam bem de quem merece”).
Houve um equívoco... na disposição dos versos do poema do Alcy ... (ok já corrigi)
... é um poema muito bonito, com um término magistral: “Pisar em mim ,/ só se eu virar jardim.”
Vou ver se encontro o poema que foi escrito, para mim, pelo poeta português Manuel Correia Marques, também meu grande amigo e já falecido.
Quanto a você passar 15 dias ser ir aos Correios, merece uma ex-comunhão, no mínimo. ;-)
Concordo: sempre que possa, não deixe de ver os seus. A família é tudo. Falei com seu pai na catedral nova, na missa de São José, no dia 19 de março, em que morria em São Paulo dona Gioconda Rizzo, com 107 anos.
Vou mandar as cartas e cartões para o Edwaldo e também da nossa Lindanor Celina (não conheço as “Crônicas Intemporais”) . O nome completo da Niná de tão grandes lembranças é Barreto (não Ribeiro como escrevi) Nakanishi.
Gostaria de ler o jornal eletrônico do Correa Neto.
E como foi sua Semana Santa? Foi santa de verdade? Foi à Igreja? Rezou? A Vigília de Páscoa é uma das cerimônias mais belas da liturgia católica, em que se comemora a ressurreição de Cristo. Receba meu abraço pascal e escreva.
Antônio Munhoz Lopes
Junto a esta os anexos: cópia das cartas de 31/março e 07/abr dirigidas ao amigo Tito Dominguez. Recortes de jornais diversos.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Domingueira
Nota: Crônica publicada originalmente em 1997 no jornal Alto Madeira, com o título "Aconteceu há 20 anos" . Hoje, que meu coração está apertado de preocupação com mamãe internada na UTI do São Camilo, em Macapá, como gostaria que ela estivesse bem, me ligando pra dar boas notícias.
Dona Maria, uma vizinha de infância, está passando uma temporada em Porto Velho. Foi um interurbano de minha mãe que colocou-me a par da informação. Talvez porque seja eu a única a ter largado a barra de suas saias, quando nos telefonamos, mamãe não só dá notícias dos nossos, mas também de amigos e conhecidos. Fulana teve filho, o marido de sicrana morreu, gentes que por vezes já nem lembro quem são.
Dona Maria, uma vizinha de infância, está passando uma temporada em Porto Velho. Foi um interurbano de minha mãe que colocou-me a par da informação. Talvez porque seja eu a única a ter largado a barra de suas saias, quando nos telefonamos, mamãe não só dá notícias dos nossos, mas também de amigos e conhecidos. Fulana teve filho, o marido de sicrana morreu, gentes que por vezes já nem lembro quem são.
Há pelo menos 20 anos não via D. Maria. Fui ter com ela, não resisti à possibilidade de resgatar um pouco de minha memória. Se bem que dela lembrava-me bem, uma mulher miudinha , trabalhadora, artesã de mão-cheia. A sala de sua casa estava sempre repleta de materiais com os quais ela confeccionava arranjos florais, pinturas em tecido e tudo o mais que sua criatividade proporcionava. Evangélica, daquelas que guardavam o 7o. Dia, já na sexta a tarde, com o pôr-do-sol dava trégua à sua labuta e durante todo o dia de sábado não pegava em trabalho, nem dinheiro recebia nesse período.
Sua vinda a Porto Velho tem um pouco dos enredos de novela. Há 38 anos procurava uma filha que fora apartada de sua companhia pelo ex-marido e a mãe deste. Já havia mesmo apelado para aqueles anúncios em emissoras de rádio e televisão. Para a sua felicidade a filha também a procurava, foi um vizinho desta que descobriu o paradeiro de D. Maria, em Macapá. A partir daí tudo foi festa em sua vida, a filha foi lá (re)conhecer os irmãos e sobrinhos. Quando voltou, trouxe a mãe para conhecer os netos e bisnetos que, somados aos de lá, a fazem perder a conta.
As vésperas de completar 74 anos de idade, ela conserva uma vitalidade impressionante - diz que não sabe o que ter dor-de-cabeça - e a mesma disposição para o trabalho. Contou-me de suas andanças por diversas cidades ministrando cursos de artes e da excursão que fizera a Argentina e Paraguai. Agora com a visita a Guayaramerin, contabilizava orgulhosa conhecer três países estrangeiros.
No almoço, na euforia de dar-me notícias de todos, ela quase não comeu. Falava sem parar, colocando-me diante de lembranças de mais de 20 anos passados. Fiquei feliz ao perceber que D. Maria, não parou no tempo, evolui junto com as mudanças a sua volta, mesmo que ainda professe o mesmo credo de uma igreja cujas proibições incluíam assistir novelas, usar shorts curtos, batons e brincos.
O jovem casal, que nos acompanhava naquele almoço de domingo, pediu licença para se retirar , pois ainda iriam fazer a “domingueira”. Como a testar D. Maria, eles esclarecem que estavam se referindo a sesta. Ela retrucou: - sei, é melhor fazer a “domingueira" em casa do que ir fazer fora e pegar doença! E arrematou marota: - eu finjo que estou chupando o dedo, mas estou muito esperta !
terça-feira, 24 de maio de 2011
A Menina e as Árvores
A menina, herdeira do coqueiro número dois, é pesquisadora da Embrapa em Rondônia, desde 1989.
Da infância, em Macapá no Amapá, a menina guardou a lembrança de um quintal cheio de árvores: abacateiro, mamoeiro, cajueiro, gravioleira e uma pitombeira que nunca deu frutos. A goiabeira dava frutos enormes, talvez porque suas raízes eram forçosamente “adubadas” pelo esterco das galinhas que nela se empoleiravam.
Grandes e gostosas, as goiabas eram disputadas pelos irmãos, porque - como as maças das histórias em quadrinhos - serviam de agrado à professora do primário.
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| Irmãos, primos e vizinhos no quintal - Macapá anos 60 |
Coqueiros eram oito, o pai plantava um para cada filho que nascia. Nas tardes calorentas, depois das brincadeiras, pira-esconde, queimada, macaca; a criançada ia à colheita dos frutos do dote de nascimento. O coqueiro anão, destinado ao caçula, era o que dava a água mais saborosa. O pequeno, empreendedor, decidiu: quem quisesse desfrutar das delicias dessa boa-sorte, tinha que se submeter a sua “exploração capitalista”. A moeda devia ser cruzeiro velho, já não dá para lembrar quanto custava o prazer de tomar uma água de coco e depois raspar o mesocarpo, que chamavam de lambujem. A menina ganhou com isso uma destreza em abrir coco verde no terçado ou coco seco na ponta da enxada, que chega a causar admiração a quem só conhece o seu lado urbe.
Tudo se foi com a construção da casa nova. Para repor o pomar perdido, o pai plantou na frente da casa dois pés de jambo. No quintal só sobrou espaço para uma gravioleira, da qual a mãe faz questão de guardar a polpa, esperando-a a cada férias em Macapá, quando então, os agora frondosos jambeiros permitem, atar sob eles uma rede e curtir a brisa mansa que sopra do rio Amazonas, que banha a cidade.
Longe de casa, longe das árvores no cotidiano. Árvores e ela: encontros breves e solenes. Quando estagiária da extinta Fundação Projeto Rondon, a menina, agora uma jovem estudante universitária, foi designada para proceder ao plantio de uma muda de pau-brasil (Caesalpinia echinata), na Embrapa - Amazônia Oriental, em Belém. Tratava-se de uma campanha de uma instituição de Pernambuco, visando à preservação da espécie. Depois disso, trabalhando em uma empresa de processamento de dados: computadores, listagens, e.... árvores! Como? Ela promovia eventos de relações públicas com os empregados, plantavam árvores em comemoração ao 21 de março.
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| O bar, o Gol e o jambeiros: heranças que papai deixou. 2011 |
Nas voltas que o mundo dá, dez anos depois, lá estava ela de volta à Embrapa, desta vez como empregada, em Rondônia. Foi nessa fronteira de colonização, que viu árvores tombar, queimar ou resistir, como a solitária castanheira na entrada de Machadinho do Oeste. Mas foi também no contato com o homem do campo, que mais uma vez ela esteve envolvida em um solene plantio de árvore. Agradecidos pelo apoio que dele sempre receberam, pequenos produtores rurais tomaram a iniciativa de homenagear, com o plantio de um ipê amarelo, a memória do pesquisador da Embrapa, Paulo Manoel Pinto Alves. (Falecido em 12/12/1996, ocupando o cargo de Chefe Geral da Embrapa Rondônia.)
Como colega de trabalho e, em particular, como amiga do homenageado e de sua família, a menina, agora mulher, participou do evento. Diante de uma cova viu, semelhante a um sepultamento. serem enterradas as raízes de uma muda de ipê, jogada a terra o ato foi encerrado com uma salva de palmas. Assim é a caminhada da vida: se planta e se colhe os frutos dos nossos atos, até o dia em que as raízes da árvore da vida serão sepultadas, porém, as sementes espalhadas, terão germinado e feito crescer belas e frondosas árvores, que por sua vez terão fornecido bons ou maus frutos, simbolizando, alimento, fonte de energia, continuação da vida com árvores para as gerações futuras.
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| Eu, com papai e a sobrinha Flávia Beatriz |
domingo, 22 de maio de 2011
Companheiros Paulo e Rita
A semana foi animada pela visita dos amigos Paulo César e Rita, que vieram de Macapá para participar de eventos do Lions Club International.
Paulo foi colega de Universidade e é a memória viva de namorido: reproduzindo os diálogos, ele reconta as mesmas velhas histórias dos anos 80 e nos faz rir muito.
Essa velha e forte amizade, que o elegeu padrinho do Nilo, se conserva até hoje. Depois de formado Paulo foi morar na minha Macapá, onde conheceu a professora Rita. Não fomos ao casamento deles, mas a lua-de-mel, no Hotel Farol, em Mosqueiro, nós estavamos lá, mas não no mesmo quarto!(risos)
Junto com Rita, há 20 anos dedicam-se ao trabalho voluntário no Lions Club. Ele, que militou na politica em Macapá, mas já desistiu de candidatar-se a cargo politico. acaba de ser eleito Governador do Distrito LA-6 do Lions, e emjulho tomará posse em Seaton- EUA.
Nesta semana de convivência com o casal, acompanhando-os aos eventos, pude aprender um pouco sobre a atuação do Lions, que eu só conhecia superficialmente. Paulo e Rita , não foram só os portadores de guloseimas (pitús e açai. enviados pela mana Zany ) mas me trouxeram a satisfação de ver um casal companheiro no estrito senso da palavra. Eles retornaram hoje para Macapá e deixaram saudades! Obrigada amigos, voltem sempre!
sexta-feira, 20 de maio de 2011
O filme da vida
Não se fala em outra coisa no twitter: o mundo vai acabar amanhã! Eu só espero que a gente não se acabe junto.
Mas a propósito do assunto, lembrei que outro dia, em pleno restaurante, eu e minha filha mantivemos uma conversa que iniciou quando lhe contei a seguinte história.
Na noite do dia em que meu pai foi enterrado, eu havia saido no carro dele. Quando retornei, coloquei a chave no lugar habitual: na estante da sala, e fui para o quarto. Mais tarde, passei pela sala e fui até o quarto de mamãe verificar se ela já estava dormindo. A porta do quarto aberta, mas mamãe não estava lá, quando dei meia-volta senti um impacto, como se tivessem atirado algo nas minhas costas. Olhei e o que vi me arrepiou, era a chave do carro de papai caida no chão. Corri para o quarto de minha sobrinha e contei a história de modo zombeteiro, dizendo que era arte do papai. Com ar assustado, minhas sobrinhas Bruna e Beta, apresentaram várias possibilidades para o episódio, menos acreditar que papai recém-sepultado já estaria fazendo visagem!
- Tia, tens certeza de que deixastes a chave na estante? Não estava no teu bolso?
- Eu acho que a Sra. levou a chave p/ o quarto e ela ficou presa no seu cabelo!
Suposições plausiveis, mas não justificaveis como a chave bateu em minhas costas e caiu? Minha filha disse que pediria pause ou slow motion na cena em que uma blusa que acabara de ganhar de presente sumiu misteriosamente de casa; bem como, queria saber quem foi o autor do roubo de um cheque que eu deixara para o pagamento do aluguel em Viçosa. Como o ladrão entrou no apartamento e só roubou justamente o cheque guardado em uma gaveta? se pergunta ela até hoje!
Já eu, além do mistério da chave, pediria para rever a cena em que misteriosamente sumiu do auditório do Hotel Vila uma pasta com dezenas de questionários respondidos por produtores rurais em uma semana cansativa de trabalho. Dados de pesquisa irremediavelmente perdidos!
Também voltaria o filme no dia em que fui assaltada em Belém: o ladrão meteu a mão no meu pescoço e levou o cordão de ouro. Mas e a pedra ametista? Ele teria levado junto ou ela caiu e no susto eu nem lembrei de procurá-la? E meu berloque, cachimbo de pau-de-angola, que perdi no Rio de Janeiro, teria ido para o esgoto ou ido parar nas mãos de alguém que ainda o usa até hoje?
Depois rimos muito ao nos dar conta que esclarecer esses “mistérios” não mudaria em nada nossas vidas, mas mataria nossas curiosidades!
terça-feira, 10 de maio de 2011
Centro Cultural Franco Amapaense
Os amapaenses sem banda larga sofrem para conseguir atualizar seus sites e blogs. A Josi Ferreira, Diretora do CCFA é uma profissional dinâmica e entusiasmada com o seu trabalho. Por isso foi com gosto que hoje dediquei um tempinho para dar uma repaginada no Blog que ela criou e que a interlenta de Macapá não ajuda a atualizá-lo.O Centro está com uma vasta programação cultural para o mês de maio, Confira! participe !
Allez!
segunda-feira, 9 de maio de 2011
É a mãe!

Dia de festa em homenagem as mães no trabalho. Desde que trabalhava a comunicação interna no SERPRO em Belém, quando festejavamos até o Dia da Árvore, sempre discordei, que devessemos homenagear os empregados nas datas Dias das Mães e Dia dos Pais. A data feminina era sempre um estresse, quando eu esqueia alguém que não estava na lista de mães, porque os filhos não estavam como dependentes; ou quando uma grávida sem barriga evidente , vinha reivindicar ser convidada para a festa.
A programação de hoje, foi organizada pelo Comitê de Qualidade de Vida,incluiu uma sessão de cinema. O filme foi o De pernas pro ar , demorou mas consegui rir e encontrar uma relação entre o dilema profissional da personagem principal e os conflitos da mulher-mãe que trabalha fora.
No final, além dos infáliveis salgadinhos, distribuição de brindes e o sorteio de um prêmio, que nem vi quem ganhou, distraida que eu estva fazendo umas fotos.
Sai de lá , achando que faria tudo diferente, ou melhor nem faria, mas se o fizesse, o filme seria outro, mas pra refletir , se emocionar, que pra rir. Faria uma animação para a distribuição dos brindes, e até dispensaria as duas dezenas de sacolinhas que embalavam um sabonete em barras. O brinde seria uma sacola retornável personalizada.
Mas minhas idéias são consideradas avançadas " ninguém vai aceitar" me diz alguém falando por ninguém.
Seja como for , quem sabe implementemos essas idéias na próxima festa do Dia da Mulher, na festa dos aniversariantes do mês, ou na confraternização natalina, no Dia do agronomo, ou do veterinário, no dia dos motoristas, ou dos tratoristas, etc e tal . Mas em festa de pai ou de mãe não!domingo, 8 de maio de 2011
Dia de D.Beatriz
Minha mãe passa seu primeiro Dia das Mães sem a companhia do meu pai ( que morreu em janeiro deste ano) e isso vai ser mais um motivo para ela chorar. No ano passado, eu estava em Macapá nesta data. A Zany estava , como sempre preparando o almoço e as guloseimas, papai chegou com uma armação em ferro, no formato de um coração, e algumas flores de plástico vermelhas e balões, para que decorassemos.
Outro chororô é pela minha ausência: dentre os 8 filhos, sou a única que mora longe de Macapá. Queria produzir um texto novo, mas resolvi tentar resgatar de memória um poema que escrevi há muito tempo, mas que continua a refletir tudo o que posso dizer sobre minha mãe.
Outro chororô é pela minha ausência: dentre os 8 filhos, sou a única que mora longe de Macapá. Queria produzir um texto novo, mas resolvi tentar resgatar de memória um poema que escrevi há muito tempo, mas que continua a refletir tudo o que posso dizer sobre minha mãe.
| D. Beatriz , em foto de 29 de abril 2011, em Macapá |
Beatriz, Biata , D. Bia, mamma mia
Lembro do tempo da infância
Em que eu cantava a canção
Mãe eu não quero crescer
Pra sempre em teu colo caber
Mas eu cresci ( e como cresci!)
Já não podes me dar colo, só mesmo a tua mão.
Quando em frente ao meu colégio eu te via passar
As minhas colegas eu dizia orgulhosa
Aquela é a minha , mãe, ela está indo estudar!
Depois de um duro dia de trabalho naquele hospital
ias ao colégio (CCA) estudar
Com a certeza de que, para quem tem 8 filhos
Estudar nunca faz mal.
Mãe, enquanto o pai nos dava o circo, as artes, o riso
tu dás o ralho, o conselho, o exemplo
sempre fostes o esteio, a dona do pedaço
A que costurou nossas roupas, que cobrou os deveres de casa
que alimentou a fantasia do Papai Noel
A que exagerou nos cuidados e nos temores
A que caprichou em dizer NÃO!
E assim tens sido incansável, em cuidar, orientar
Chorar e sobretudo rezar por nós
Por tudo isso, mãe
Tu és a minha heroína ,
e o meu maior orgulho
é trazer no meu, o teu nome Beatriz
A que abençoa, a que torna feliz.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Rally a Pé
Se minha filha me pedir com jeitinho, se o sol não estiver muito forte, se esta gripe já tiver passado (segunda terá vacinação no trabalho) e se meu dedão estiver totalmente recuperado da atrocidade cometida pela podóloga do Doctor Feets, eu vou participar do Rally a Pé de Regularidade. Será no próximo dia 24 de Maio (feriado municipal em Porto Velho).
O evento é promovido pela Amazônia Adventure - Porto Velho/Rondônia/Brasil , e será realizado em três etapas, a primeira delas em Porto Velho/RO, seguida por mais duas etapas em Ariquemes (31/07) e Cacoal (23/out).
Segundo os promotores do evento, que também são parceiros do Programa de Ressocialização Ambiental do Ibama/MP-RO, o objetivo é proporcionar ao público rondoniense diversão e lazer através do esporte, incentivando assim o intercâmbio cultural e fomento ao turismo interno, já que muitas equipes terão que se deslocar para competir em outros municípios.
O Rally a Pé de Porto Velho será realizado no Parque Ecológico, em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente – SEMA. O percurso terá entre 6 e 8 Km , com duração média de 3h30min de prova disputada somente na categoria “iniciante”.
Podem ser formadas equipes com no minimo 3 e no máximo 7 participantes. Inscrições abertas até que as vagas se esgotem ( são no máximo 60 equipes). Forme sua equipe e participe!!!
Mais informações clique AQUI
domingo, 1 de maio de 2011
Em síntese
O Blog esteve devagar por estes dias, porque navegar na internet em Macapá é ato heroico, desafiador da paciência de todos. Sugeri a uma amiga jornalista de Macapá, assessora de uma deputada: reivindique adicional de periculosidade! Periga ficar louca de tanto ver aquela rodinha girar! Rsrsrs
A temporada em Macapá foi tensa e intensa. Levei na bagagem, deveres de casa (do trabalho) foi difícil conciliar, família, amig@s, trabalho e diversão. Exercitando meu esplendido poder de síntese, vamos lá ao melhor e o pior da temporada de 10 dias em Macapá:
#Melhor que foi:
1- O reencontro com a família, sempre. Voltar com mais frequência me torna mais pertencente a esta Grande Familia : minha mãe, ainda muito chorosa por meu pai, que no dia 27/abr, completou 3 meses de falecimento. Mana Zany que é o braço direito/esquerdo e a cabeça da casa; mana Tânia que heroica se desdobra, entre o cuidar dos filhos, da neta e de um casal de tios idosos e doentes. Obrigado a todos os irmãos e sobrinhos, desde o que serve de motorista ao que cede o quarto e a que não me leva pra balada;
2- A presença da amiga/comadre Malena ( descendente direta da baronesa von Paumgartten) que de Belém foi ao meu encontro em Macapá. Sessões de recordar é viver do tempo em que trabalhamos juntas no SERPRO em Belém e rimávamos seja com cereja! Kkk
3- O reencontro com amig@s de longas e curtas datas: Ana Girlene, Alcinea , ChicoTerra, Dulcivânia, Eli, Josi, Maribel, Socorro, JanetePoeta, Gabi, Luz Marina, com quem só consegui falar por telefone.
#Pior que foi
1- Duas noites sem dormir (sequer deitar!) usando a internet na madrugada p/- enviar um projeto! Fôlego!!!
2- A podologa da #Dr.Feets acabou com meu dedão , me obrigando literalmente à simplicidade: passei o resto da temporada usando sandálias havaianas;
3- Por causa da elaboração de um artigo técnico-cientifico, perdi grande parte das atrações culturais que me propus a ir. Lamentei principalmente ter perdido o show do Bi Trindade no Centro Cultural Francoamapaense , dirigido atualmente pela Jose , super acolhedora e entusiasmada com sua missão. Bonne chance!
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| Diário de viagem - Macapá 29/abr 2011 |
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Agenda Macapá
28 e 29/04 - quinta-feira e sexta-feira. III Feira Estadual da Biodiversidade e Economia Solidária e Seminário de Comercialização Solidaria do Amapá, de 28 a 30abril. Das 8 as 22h, na quadra da Paróquia Jesus de Nazaré. Rua Leopoldo Machado. Participe!
Dia 29/04 - Poesia na Boca da Noite , das 17 as 19h , no Lugar Bonito. Saiba mais...
Dia 29/04 - Poesia na Boca da Noite , das 17 as 19h , no Lugar Bonito. Saiba mais...
29/04 –O Centro Cultural Franco Amapaense inicia o projeto "Chanté avec moi" este mês com o cantor, compositor e divulgador da lingua e cultura francesaBi Trindade. Convidado especial, José Maria (Banda Negro de Nos), às 19h, Auditorio do CCFA.
Nao perca a oportunidade! Entrada Gratuita!
Publico alvo: alunos das escolas publicas e comunidade em geral. Participação dos alunos da Escola Lucimar Amoras Dell'Castillo e do Centro de Linguas Danielle Mitterrand. Bi Trindade irá cantar musicas regionais traduzidas para a língua francesa numa proposta de divulgação da música amapaense. Entre elas, Tajá, Tarumã. Além de interpretar músicas francesas bem conhecidas como La vie en rose , ne me quitte pas et Octobre.
O show terá também uma conversa entre cantor e platéia sobre música e o outros assuntos. É uma oportunidade para praticar a lingua francesa cantando e dialogando. Nao perca a oportunidade! Entrada Gratuita!
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Festa da Páscoa
Tenho certa dificuldade em lidar com as festas de Natal e Páscoa, que o comércio de presentes e ovos de chocolate se encarregaram de desvirtuar o sentido cristão. mas fica quase impossivel não entrar no clima , embora eu seja uma "diferenciada" como diz meu filho, pois não adoro chocolates! Mas como, principalmente se for chocolate branco.
Mas aqui a coisa é diferente, tem a festa dos doces, mas tem também reflexão. Minhas irmãs se empenharam em organizar a festa: teve o bingo com palavras dos simbolos pascais, gincana com a garotada do Circulo Biblico, e claro muitos doces e chocolates e fotos com as orelhas de coelho.
Fui à missa na Igreja de São Pedro, as músicas estavam muito monotonas, deu até sono! e deu saudades do Pe. Aldenor e aquela animação aeróbica que eu condenava, por me obrigar a por a mão na cabeça e remexer a b.dinha ! rs
sábado, 23 de abril de 2011
Sábado de aleluia
A incompatibilidade de meu carregador do notebook com a voltagem de casa me deixou sem conexão com a internet.
Sexta Santa com novena da Misericórdia na Igreja de Nossa Senhora da Conceição. Tentativa de ver o espetáculo "Uma cruz para Jesus" na Fortaleza de São José de Macapá, mas nem haviam se passado 10 minutos do inicio e a chuva colocou todo mundo pra correr. Não que eu seja de tapioca, mas estava na companhia dos amigos Dulcivânia e Ricardo e do pequenino Joaquim, que obviamente não podia pegar chuvisco.
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