segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Volei: nos tempos da brilhantina

No dia 18 de agosto de 2011, jogando pela equipe da Embrapa de Rondônia, ganhei pela quinta vez a medalha de campeã de voleibol. Verdade seja dita nunca fui uma grande atleta, mas sempre uma atleta grande, meus 1,80m de altura assustam as adversárias. Verdade também que eu já fui pior, mas o tempo me fez melhor, inclusive no volei.


Participar do V EmbrapaNorte , significou a oportunidade de viver uma semana de muitas emoções na minha Macapá, principalmente por jogar ao lado da minha filha e poder contar com a torcida da minha grande família e amigos, desde minha mãe Beatriz à primeira sobrinha-neta Ana Luiza; e a amiga Luz Marina e sua filha Vitória.

No terceiro dia do evento, quando estávamos nas atividades de lazer na beira-rio, uma moça me abordou: - tu trabalhas em Rondônia, mas tu és daqui, não és? Quando confirmei, ela mandou a pergunta cuja resposta, nos trouxe um mundo de lembranças: - tu não jogavas voleibol?

Sim, no final dos anos 70 eu joguei pelo Amapá Clube e pela Seleção Amapaense de Voleibol. A moça, que agora eu sei se chama Fátima Guedes, a Popoca, exultou: - eu tinha certeza de que te conhecia, jogamos bola juntas! E apontando para a amiga ao lado, disse: - tu não te lembras da Nilda? Ela também jogou bola contigo.

Mesmo tendo colocado Caprichoso & Garantido (meus derniers neurônios amazônicos) pra dançar a toada do sacode a memória, não lembro de ter jogado com elas. Mas bastou a Nilda Neves falar, que me veio à memória a menina danada que ela era, quando fomos contemporâneas de voleibol, provavelmente adversárias.

O papo que se seguiu, foi um revival de viagens, de nomes e até a posição das demais companheiras de time na quadra. De três delas eu lembrava bem, da Glaúcia Lemos, com quem eu saía em diagonal na entrada de rede; e das irmãs Marituba: Louise Rosiane, que era a levantadora e Lívia, a Tetoca. Desta não lembro das feições da época, só lembro que ela era brigona, não deixava de reclamar e só ela estava certa! De outras eu lembrava as feições, mas não o nome.

Dois dias depois, Nilda me convidou para ir ao bar Vitruviano, e me fez a surpresa de levar a minha levantadora favorita, agora conhecida como a Rose, do Studio Rose. Nilda nos reapresentou, pois, passados mais de 30 anos, não reconheci em seu rosto nenhum traço daquela Rosiane da juventude. Ela não está só diferente, está mais bonita, o tempo também lhe fez melhor.

Fiquei muito feliz com o reencontro, sobretudo porque ela foi muito afetuosa, como se 30 anos não tivessem se passado! Mesmo com o barulho do ambiente de bar, conversamos, ela também não lembrava quem era a outra atacante do nosso time e também não tem nenhuma foto daquela época.
(espaço reservado para a foto com a Rose , que a Nilda ficou de me enviar!)

No dia seguinte, jantando com Maribel Smith e Alcilene Cavalcante, juntamos mais alguns retalhos de nossas memórias, sobre quem era quem no voleibol amapaense ( e no basquetebol, que a Alcilene jogou) nos anos 70/80. Mas persistiam alguns vácuos em nossas memórias. Faltam as fotos para ajudar a lembrar. O desafio está lançado: quem tem uma foto da seleção de voleibol amapaense do final dos anos 70?

No ano de 1978, quando viajamos para Aracaju-SE para disputar o Norte-Nordeste de Volei, nossa técnica foi a Marly Gibson que, cruel, não nos deixou sequer molhar os pés no mar (enquanto o Haroldo Nina da Costa, treinador dos rapazes os levou para a praia). No ginásio de esportes, um rapaz que fazia parte da delegação de Rondônia (RO) colou em nós, as meninas do Amapá. Lembro que caminhamos na companhia dele pelas ruas de Aracaju. Naquela época trocamos endereço para correspondência e ele me enviou um cartão postal de Porto Velho. Eu nem imaginava que muitos anos depois aquela seria a minha terceira cidade de moradia.

Hoje, ao lembrar disso, resolvi abrir o baú da minha coleção de postais e lá encontrei o postal que Augusto César, o rapaz de RO me enviara. Embora sem data, o verso do cartão registra o que já estava apagado da minha memória: o nome das companheiras da seleção amapaense. Em letra redonda ele escreveu:

“... fala para a Gláucia, Rosianne, Rosemary, Ildece, Emilia, Josiane e Dalva que eu ainda não vou poder mandar uns postais para elas...”.
Porto Velho em postal dos anos 70
Pronto Fátima, Rose, Alcilene e Bel ai estão os nomes que poderão ajudar a relembrar. Da Josiane e Dalva eu lembro bem, esta última era minha vizinha e melhor amiga. A Ildece é aquele que só lembramos que era popozuda (risos), da Rosemary não lembro mesmo e a Emília, seria a Lateral? Só perguntando para nosso técnico, o Prof. Alaour, será que ele ainda lembra?

Um comentário:

  1. E que memória hein?! Muito divertido ses textos, adoro! Bjks

    ResponderExcluir

Por onde andou seu coração?